Roubaram o relógio ao Exmo Sr. Presidente do Mundo (parece que se chama Bush), durante uma visita a Albânia. Mais propriamente em Tirana, capital daquele País. O caso até deu para desmentido pelo porta-voz do Exmo Sr. A noticia corre o mundo.
Fazendo um paralelo com outro poste que aqui deixei, em que defendo que as casas deviam ser todas em Caselas, também defendo que os tiranos deviam pertencer a Tirana. Daí que acho que tudo o que é do tirano, devia ser de Tirana. Por isso, não compreendo onde está o roubo. Custa-me até a acreditar que a partilha se tenha ficado por um mero relógio de pulso.
6.09.2007
Mas?
No pai nosso:
(... não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal)
Mas?
Não percebo o mas, mas gostava de perceber. Afinal, há tanta gente a dizer isto com tanta convicção... ok, se calhar já estão mortos e não foram avisados..
estou a ser rude, eu sei. Mas expliquem-me o mas!!!
(... não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal)
Mas?
Não percebo o mas, mas gostava de perceber. Afinal, há tanta gente a dizer isto com tanta convicção... ok, se calhar já estão mortos e não foram avisados..
estou a ser rude, eu sei. Mas expliquem-me o mas!!!
Estação de serviço
Parei numa estação de serviço para verificar e confirmar o bom estado dos pneus da minha viatura anacrónica.
Sujei-me muito.
Entrei na White Chapel (WC para os menos crédulos) para lavar as mãos, e depararei-me com um loiro artificial. Não sei se era papagaio, não o ouvi falar.
Tipo: are you here and for the move? ou: tás aqui e até que me davas uma quequita, porque coitadinho de mim, estou abandonado numa auto-estrada...o oxigenado fulminou-me com o olhar.
Voltei para o carro. Fiquei com curiosidade para ver se o espéciemen saía de lá. Não saíu. Ficou, provavelmente à espera do próximo.
Nice.
Sujei-me muito.
Entrei na White Chapel (WC para os menos crédulos) para lavar as mãos, e depararei-me com um loiro artificial. Não sei se era papagaio, não o ouvi falar.
Tipo: are you here and for the move? ou: tás aqui e até que me davas uma quequita, porque coitadinho de mim, estou abandonado numa auto-estrada...o oxigenado fulminou-me com o olhar.
Voltei para o carro. Fiquei com curiosidade para ver se o espéciemen saía de lá. Não saíu. Ficou, provavelmente à espera do próximo.
Nice.
6.03.2007
A tua opinião é obrigatória
Tenho um cão novo, lindo. De olhos azuis. 3/4 de husky. Fui buscá-lo hoje.
Ainda não tem nome. Estou na dúvida entre várias alternativas:
- Ludovico (tem a ver com a técnica utilizada no Laranja Mecânica, para recuperar quem tivesse o peregrino impulso de praticar o mal);
- Léaud (em homenagem ao Jean-Pierre Léaud (actor fétiche do Truffaut) e que foneticamente soa a Leo, que serve para baralhar o benfiquismo da minha vizinhança);
- Loiro (porque tem olhos azuis. E passava a ser um loiro de olhos azuis.)
- Vladimir (só porque o actual presidente da Rússia tem esse nome, o Cristiano Ronaldo se chama Ronaldo por causa do Reagan e eu tenho esperança que o bicho me resolva a parte financeira da minha existência.);
- Dirty (porque não fui ver os Dirty Three (adorava ter ido) para não o deixar sózinho na minha 1ª noite com ele e é o meu 3º cão);
- Damiel (porque era o companheiro do Cassiel nas Asas do Desejo, o que cedeu aos prazeres terrenos.
Aceitam-se opiniões. Haja alguém que me esclareça!!! Amén
Toda a alma que passar por este blog terá de deixar um comentário neste poste, sob a pena de ficar sujeita a toda e qualquer enfermidade.
Ainda não tem nome. Estou na dúvida entre várias alternativas:
- Ludovico (tem a ver com a técnica utilizada no Laranja Mecânica, para recuperar quem tivesse o peregrino impulso de praticar o mal);
- Léaud (em homenagem ao Jean-Pierre Léaud (actor fétiche do Truffaut) e que foneticamente soa a Leo, que serve para baralhar o benfiquismo da minha vizinhança);
- Loiro (porque tem olhos azuis. E passava a ser um loiro de olhos azuis.)
- Vladimir (só porque o actual presidente da Rússia tem esse nome, o Cristiano Ronaldo se chama Ronaldo por causa do Reagan e eu tenho esperança que o bicho me resolva a parte financeira da minha existência.);
- Dirty (porque não fui ver os Dirty Three (adorava ter ido) para não o deixar sózinho na minha 1ª noite com ele e é o meu 3º cão);
- Damiel (porque era o companheiro do Cassiel nas Asas do Desejo, o que cedeu aos prazeres terrenos.
Aceitam-se opiniões. Haja alguém que me esclareça!!! Amén
Toda a alma que passar por este blog terá de deixar um comentário neste poste, sob a pena de ficar sujeita a toda e qualquer enfermidade.
5.13.2007
Cansado da América
Beirut sounds like Magnetic Fields.
Magnetic Fields sounds like what Stephin Merritt wants it to sound like.
Though, like Rufus says: "I´m so tired of you America"
Magnetic Fields sounds like what Stephin Merritt wants it to sound like.
Though, like Rufus says: "I´m so tired of you America"
5.12.2007
Verdelhos - O sitio mais Lynchiano do mundo
Verdelhos fica na Serra da Estrela. Cheguei lá por caminhos de cabras e pela indicação de alguns pastores completamente isolados, aparentemente esquecidos da posse de um atributo tão legítimo que é a linguagem. Quando me deparei com o asfalto, faziam obras grandiosas para cortar uma curva, coisa de 10 metros. Levei horas para chegar a Verdelhos. Mais depressa chegava a Bassorá. A paisagem é mágica. A convivência com as nuvens ajuda a isso.
Lá, existe uma praça central desabitada e inóspita. Aliás, tudo em Verdelhos é inóspito. Senti-me como nunca me senti numa ilha: completamente cercado.
Entro num café com a minha amiga Marta. O café estava escuro, porque o dia já era longo e a porta de entrada se mantinha teimosamente encostada. Toda a luz que ali havia, vinha da televisão onde passava os morangos com açucar. As mesas pareciam aleatoreamente ocupadas por indígenas que olhavam inflexivelmente para a tv, sem que por isso mostrassem atenção pelo que estavam a ver - o copo de 3 prevalece, pá!!!
Eu e a Marta pedimos umas sandocas e uns suminhos ao gaiato que estava ao balcão. Não devia ter mais de 12 anos. Tudo isso levou tanto tempo a ser servido que no intervalo entrou um homem de suspensórios em riste, que nos perguntou fixando-nos nos olhos: "para onde vão?". Pergunta legítima naquelas paragens. Sentou-se democráticamente na nossa mesa, vasculhou a pasta que a Marta trazia e voltou a perguntar: "para onde vão?"
Saímos pacíficamente do café e demos outra vez com a claridade da praça central. É uma praça bem arranjadinha, muito florída no centro, onde há árvores cercadas por florzinhas coloridas e rasteiras. Ao redor há uma escola primária, colada à junta de freguesia, que prima pela baixa probabilidade de ser frequentada. Do outro lado da praça há um sanitário público. Entre o centro da praça e o sanitário, há uma passadeira para peões. (Para quê, se por ali não há trânsito?)Maravilhoso!!! (poupo-vos ao pormenor do banco de jardim encostado ao sanitário, como se dali pudesse vir algum som revelador de algum tipo de vida.)
Continuámos a passear pelos recantos, atentos ao nome das ruas arcaicas que entretanto escaparam à memória.
Cruzámo-nos com pouca gente. Desses poucos, em grande percentagem tinham uma deficiência qualquer: ou coxeavam, ou não tinham um braço, ou apresentavam deficiências do foro psiquiátrico, ou do foro alcoólico. (O que me ajuda à integração)
Enquanto passeavamos, ouvimos um sussurrar: "são estrangeiros"...
Apeteceu-me beber uma cerveja. Fui a outro café onde estava a dar a bola pela sport tv. Entrou o Sr. António que me veio perguntar se eu me chamava António, porque todos os meses fazem a festa dos Antónios, para a qual eu estava convidado se tivesse tão nobre nome. E se não o tivesse estava convidado na mesma. Perguntei-lhe o que faziam as mulheres durante as festas dos Antónios. A resposta era previsível: "Então??? Nós temos de comer e de beber!!!" - ok.
Em Verdelhos há um campo de futebol. Claro que uma das balizas está caída.
Em Verdelhos há uma espécie de rio, onde há despojos de lixo que já não nos parecia possivel: roupas, grades de laranjina c... e outros vestígios de abandono, que não precisam de ser referídos.
O caminho de regresso foi feito de noite, a 5 à hora porque a visibilidade, dada a convivência com as nuvens e a pronuncia das curvas não dava para mais. Susto.
Tenho de lá voltar. Ou então talvez seja melhor guardar isto no disco rígido, porque a próxima pode não ser tão abençoada.
Lá, existe uma praça central desabitada e inóspita. Aliás, tudo em Verdelhos é inóspito. Senti-me como nunca me senti numa ilha: completamente cercado.
Entro num café com a minha amiga Marta. O café estava escuro, porque o dia já era longo e a porta de entrada se mantinha teimosamente encostada. Toda a luz que ali havia, vinha da televisão onde passava os morangos com açucar. As mesas pareciam aleatoreamente ocupadas por indígenas que olhavam inflexivelmente para a tv, sem que por isso mostrassem atenção pelo que estavam a ver - o copo de 3 prevalece, pá!!!
Eu e a Marta pedimos umas sandocas e uns suminhos ao gaiato que estava ao balcão. Não devia ter mais de 12 anos. Tudo isso levou tanto tempo a ser servido que no intervalo entrou um homem de suspensórios em riste, que nos perguntou fixando-nos nos olhos: "para onde vão?". Pergunta legítima naquelas paragens. Sentou-se democráticamente na nossa mesa, vasculhou a pasta que a Marta trazia e voltou a perguntar: "para onde vão?"
Saímos pacíficamente do café e demos outra vez com a claridade da praça central. É uma praça bem arranjadinha, muito florída no centro, onde há árvores cercadas por florzinhas coloridas e rasteiras. Ao redor há uma escola primária, colada à junta de freguesia, que prima pela baixa probabilidade de ser frequentada. Do outro lado da praça há um sanitário público. Entre o centro da praça e o sanitário, há uma passadeira para peões. (Para quê, se por ali não há trânsito?)Maravilhoso!!! (poupo-vos ao pormenor do banco de jardim encostado ao sanitário, como se dali pudesse vir algum som revelador de algum tipo de vida.)
Continuámos a passear pelos recantos, atentos ao nome das ruas arcaicas que entretanto escaparam à memória.
Cruzámo-nos com pouca gente. Desses poucos, em grande percentagem tinham uma deficiência qualquer: ou coxeavam, ou não tinham um braço, ou apresentavam deficiências do foro psiquiátrico, ou do foro alcoólico. (O que me ajuda à integração)
Enquanto passeavamos, ouvimos um sussurrar: "são estrangeiros"...
Apeteceu-me beber uma cerveja. Fui a outro café onde estava a dar a bola pela sport tv. Entrou o Sr. António que me veio perguntar se eu me chamava António, porque todos os meses fazem a festa dos Antónios, para a qual eu estava convidado se tivesse tão nobre nome. E se não o tivesse estava convidado na mesma. Perguntei-lhe o que faziam as mulheres durante as festas dos Antónios. A resposta era previsível: "Então??? Nós temos de comer e de beber!!!" - ok.
Em Verdelhos há um campo de futebol. Claro que uma das balizas está caída.
Em Verdelhos há uma espécie de rio, onde há despojos de lixo que já não nos parecia possivel: roupas, grades de laranjina c... e outros vestígios de abandono, que não precisam de ser referídos.
O caminho de regresso foi feito de noite, a 5 à hora porque a visibilidade, dada a convivência com as nuvens e a pronuncia das curvas não dava para mais. Susto.
Tenho de lá voltar. Ou então talvez seja melhor guardar isto no disco rígido, porque a próxima pode não ser tão abençoada.
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